Mostrando postagens com marcador Mensagens. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mensagens. Mostrar todas as postagens

Refletindo...


Nesse momento não tenho nenhum amigo a quem possa desabafar ou chorar em seu ombro, então vou chorar aqui mesmo.
Hoje me sinto impotente contra os problemas do mundo, me sinto desprotegido...
Algumas portas batem em meu rosto e isso dói profundamente...
Sinto falta do amor fraterno, do amor que cura, que preenche...
Onde estão os amigos?
Onde estão os amores? (Que amores, e isso existe?)
Porque não me sinto amado por ninguém? (Aliás, acho que nunca fui mesmo, quem vai amar um idiota romântico?)
Porque tenho essa necessidade de ser feliz? (Sou humano desgraça, tenho essa necessidade também... Que pergunta mais sem necessidade do universo.)
Talvez seja apenas um devaneio, um momento...
Por favor, alguém faz isso parar... Pois tenho vontade de chorar e não consigo! (novidade pra mim...)
Não costumo chorar por meus problemas... (Eu também não)
Não costumo nem sequer pensar neles... (Concordo)
Mas há momentos que não resisto, desabo sim... Sou apenas um ser humano, e preciso espernear um pouco... (É meu caro, concordo contigo, às vezes não dá mesmo e o melhor é colocar pra fora.)
Como queria nesse momento deitar na areia da praia, sentir a brisa em meu rosto,nesse momento meus problemas nada representariam, visto que sou uma parte minúscula do universo e meus problemas são um nada comparado a tudo isso.
Às vezes fica difícil viver nesse mundo capitalista e vazio onde as pessoas só pensam em competir...
Tento não deixar a minha chama apagar em meio a furacões e tempestades...
Vou vivendo um dia após o outro tentando cicatrizar feridas sem que fiquem cicatrizes... (Isso é quase impossível, há feridas tão PROFUNDAS que nunca cicatrizarão)
Sinto-me só... (Muito mesmo)
Nasci só e morrerei só... (É o sentido da vida, infelizmente...)
É triste mais é verdade...
Na verdade ninguém tem culpa...
Eu só preciso respirar fundo... Dormir um pouco pq tudo na vida passa (Como diz a música: “Mas tudo passa, tudo passará. E nada fica, nada ficará. Só se encontra a felicidade. Quando se entrega o coração”. Nelson Ned)
Sei que isso é apenas uma fase e que nada é superior ao poder de Deus...
Sim, nada é superior, e é nele que nos apoiamos quando estamos sós e necessitados, pois mesmo que não o possamos ver face a face, podemos sentir sua presença e temos a certeza de que ele está olhando por cada um de nós.

Sorry...Desculpas...Excusa...


A gente às vezes tem tanta convicção de que tudo que fazemos é o certo que nem paramos pra pensar se é de fato.
Perdemos tanto tempo construindo justificativas e afirmativas para que os outros acreditem em nós que mesmo que não estejamos corretos, nós passamos a acreditar que estamos.
São tantas atitudes impensadas que tomamos em prol da nossa verdade que esquecemos da verdade daqueles que nos cercam.
Mas será que estamos sempre certos?
Óbvio que não.
Mas tente falar isso pro nosso inconsciente!
E nessa 'transitoriedade da vida', entre um afirmativa falsa e outra verdadeira, nem percebemos o quão isso pode ser prejudicial.
Eu falo por experiência própria: sou teimoso e orgulhoso demais pra dar o braço a torcer. Tenho muita dificuldade em pedir desculpas. Ainda que eu consiga me colocar no lugar do outro, tento impor a ele o meu pensamento. E não consigo tentar entender o jeito dele de pensar.
E sem ver, essa minha maneira de ser acaba por afastar as pessoas do meu convívio. São amigos que aos poucos vão deixando de lado uma convivência com esse cabeça dura, familiares que esse cabeça dura deixa de conviver por discordar. Enfim, vou criando em volta de mim uma cerca daquilo que eu mais detesto: preconceitos!
E quando eu percebo, acho que pode ser tarde demais pra tentar reorganizar isso tudo. Esses amigos provavelmente não voltaram mais. E quem perde com tudo sou eu!
Hoje eu percebi o quanto fui intolerante com muita gente, o quanto fui mesquinho, o quanto fui ignorante, insensível. O quanto eu perdi. E quanta gente eu perdi...
Mesmo sabendo que - quase - nenhuma dessas pessoas irá ler isso - até porque a maioria delas nem sabe que eu tenho um blog! - eu acho que esse é, por enquanto, o único espaço que tenho pra pedir desculpas.
Desculpas pelas vergonhas que te fiz passar.
Desculpas pelas vezes que fui grosso, intolerante, insensato.
Desculpas por não ver que você(s) pensa(m) de forma diferente de mim.
Não tenho nem cara mais pra dizer que vou mudar, porque já fiz essa promessa tantas e tantas vezes, inclusive pra mim mesmo, que não acredito mais que consigo cumprir!
Só o que posso esperar é o entendimento dos meus erros e seu perdão!

Desabafo


É dificil colocar em palavras as coisas que ando pensando sobre mim mesmo, o que ando sentindo! Apesar de dizerem o contrario, nunca fui bom com elas, as palavras, mas mesmo assim me atrevo a tentar usá-las.

Sinto uma necessidade enorme de ser elogiado. Mas mesmo isso quando ocorre eu não acredito. Duvido das palavras que me são ditas. Eu duvido de mim. Não me acho merecedor de elogios. Não me acho merecedor de amor.

Como posso acreditar que sou legal, inteligente, simpático, interessante, amigo quando me dizem, se nem mesmo eu acredito que sou isso? Como posso acreditar quando alguém diz que me ama, se nem eu me amo?

E sabe o que é mais difícil? Ter que ‘revelar’ isso pra tela do computador. Não ter ninguém do meu lado pra conversar, desabafar, chorar e pedir conselho. Não ter um amigo de verdade quando se precisa de um!

Qual a solução pra isso? O que fazer pra acabar com esse sentimento que parece uma erva daninha? Sim, porque até mesmo isso eu consegui me tirar: a capacidade de tomar decisões sobre mim mesmo!


Pensar...


é uma angústia que toma conta do meu peito
toda vez que eu penso que...
mas o que é mesmo que eu penso?
já não sei mais o que pensar
- se é que um dia eu soube!
penso que ja errei demais nessa vida
pra sempre ter que voltar atrás
e te pedir perdão!
penso que ja chorei demais nessa vida
pra sempre adormecer e lembrar
que todas as lágrimas derramadas foram em vão.
penso que ja dei crédito demais nessa vida
a pessoas que não mereceram nem um zero a zero.
penso que amei demais nessa vida
e sempre - ou quase sempre -
a pessoa amada não sabia - ou se sabia
não correspondia.
penso que ja dei muita gargalhada nessa vida
e muitas delas foram junto de quem eu amo
ou lembrando de quem eu amo.
penso que já sofri demais nessa vida
tentando entender as pessoas
e sempre concluí que nunca vou entender ninguém
- nem eu mesmo!
penso que já fui feliz nessa vida
só não lembro onde, nem quando, nem com quem.
na verdade,
penso demais,
falo demais,
mas faço de menos.
penso que deveria agir mais nos meus desvaneios.
exercitar meus músculos tanto quanto meu cérebro.
então, vamos trabalhar na contrução de algo maior e melhor!
mas pensando bem...

Marco Aurelio Alves

(3° ELT - CEFET) 2002 - 2009


Eu quero menos...

Menos preocupação.
Menos formalidade.
Menos nuvens no céu.
Menos roupa.
Menos encanação.
Menos se levar a sério demais.
Menos escritório.
Menos cara feia.
Menos despertador do lado da cama.
Menos falta de tempo.
Menos resolver tudo por email.
Menos distância.
Menos complicação.
Ah, eu quero menos pra mim...
E quer saber?
Eu desejo o mesmo pra você...

Sessão Nostalgia (?)


Nostalgia é uma palavra nostálgica

"Sempre que falo de nostalgia me lembro de coisas da minha vida
Dos meus aprendizados, de tudo o que passei
Mas também acabo chegando no ponto em que estou
Ouvir uma música
Uma palavra, uma expressão
E dá aquele calor no coração
Dor nos pulsos
Um aperto, que é sempre legal
Até quando lembramos de algo que não foi muito bom
Saudades de coisas e pessoas que passaram por nossa vida
Mas que, bem no fundo, vão ficar pra sempre com a gente...
E, também no fundo, elas sabem que vão... e também ficamos nelas
Um irmão, uma amiga, um primo
Um lugar, um cheiro...
Talvez falar de nostalgia seja isso
Uma tentativa de fazer tudo isso reviver!
E elas revivem... tão intensamente quanto antes!
Porém, só para pessoas malucas (leia "evoluídas") isso funciona
Saudade talvez seja olhar pra trás sem voltar
Mas entendendo tudo."



Nostalgia descreve uma sensação de saudades de um tempo vivido, frequentemente idealizado e irreal.

Nostalgia é um sentimento que surge apartir da sensação de não poder mais reviver certos momentos da vida.

O interessante sobre a nostalgia é que ela aumenta ao entrar em contato com sua causa e nao diminui como o sentimento da saudade. Exemplo: se alguém sente saudades ou falta de um conhecido, este sentimento cessa ao se reencontrar a pessoa, com a nostalgia é exatamente o oposto, ao reencontrar um amigo que gostava de brincar, este sentimento nostálgico irá se alimentar e não diminuir como a saudade.


As vezes, quando geralmente não temos muito o que fazer, nos pegamos pensando, viajando.
Hoje, em uma das minhas muitas viagens - literalmente - enquanto houvia algumas das muitas músicas "de fazer lembrar de algo ou alguém", peguei-me pensando, viajando em lembranças do que me pareceu uma outra vida que eu vivi e que já não mais me pertence.
Lembrar é saudavel. Nos faz reviver algo - bom ou ruim - que de uma forma muito forte nos marcou.
Momentos que nos fizeram rir, chorar, gargalhar, emocionar. Enfim, momentos. Únicos.

Eu sei que tudo que relembro hoje me fez ter a certeza de que valeu a pena cada momento daquele.
Mas esses fatos não se fizeram sozinhos. Foi necessário que eu tivesse a companhia de pessoas que transformaram tais momentos em traços marcantes na história da minha vida. Essas pessoas são os seres das fotos acima. Meus amigos. Com ceteza, mais que amigos!
Independente do que vier a acontecer um dia - SE vier a acontecer algo - gostaria de deixar claro que sou imensamente grato a todos vocês por tudo que fizeram por mim. Por terem me aturado, por terem me aconselhado, por terem me ajudado, por terem sido amigos. Desculpem por qualquer coisa. E muit obrigado por tudo!
São quase 10 anos... 10 anos não é pouca coisa! Não é qualquer um que me atura por tanto tempo...

Conversa entre duas crianças...



- E aí, véio? 
- Beleza, cara? 
- Ah, mais ou menos. Ando meio chateado com algumas coisas. 
- Quer conversar sobre isso? 
- É a minha mãe. Sei lá, ela anda falando umas coisas estranhas, me 
botando um terror, sabe? 
- Como assim? 
- Por exemplo: há alguns dias, antes de dormir, ela veio com um papo doido 
aí. Mandou eu dormir logo senão uma tal de Cuca ia vir me pegar. 
Mas eu nem sei quem é essa Cuca, pô. O que eu fiz pra essa mina querer me 
pegar? Você me conhece desde que eu nasci, já me viu mexer com alguém? 
- Nunca. 
- Pois é. Mas o pior veio depois. O papo doido continuou. Minha mãe disse 
que quando a tal da Cuca viesse, eu ia estar sozinho, porque meu pai tinha 
ido pra roça e minha mãe passear. Mas tipo, o que meu pai foi fazer na 
roça? E mais: como minha mãe foi passear se eu tava vendo ela ali na minha 
frente? Será que eu sou adotado, cara? 
- Sabe a sua vizinha ali da casa amarela? Minha mãe diz que ela tem uma 
hortinha no fundo do quintal. Planta vários legumes. Será que sua mãe não 
quis dizer que seu pai deu um pulo por lá? 
- Hmmmm. pode ser. Mas o que será que ele foi fazer lá? VIXE! Será que meu 
pai tem um caso com a vizinha? 
- Como assim, véio? 
- Pô, ela deixou bem claro que a minha mãe tinha ido passear. Então ela 
não é minha mãe. Se meu pai foi na casa da vizinha, vai ver eles dois tão 
de caso. Ele passou lá, pegou ela e os dois foram passear. É isso, cara. 
Eu sou filho da vizinha. Só pode! 
- Calma, maninho. Você tá nervoso e não pode tirar conclusões 
precipitadas. 
- Sei lá. Por um lado pode até ser melhor assim, viu? Fiquei sabendo de 
umas coisas estranhas sobre a minha mãe. 
- Tipo o quê? 
- Ela me contou um dia desses que pegou um pau e atirou em um gato. 
Assim, do nada. Pura maldade, meu! Vê se isso é coisa que se faça com o 
bichano! 
- Caramba! Mas por que ela fez isso? 
- Pra matar o gato. Pura maldade mesmo. Mas parece que o gato não morreu. 
- Ainda bem. Pô, sua mãe é perturbada, cara. 
- E sabe a Francisca ali da esquina? 
- A Dona Chica? Sei sim. 
- Parece que ela tava junto na hora e não fez nada. Só ficou lá, paradona, admirada vendo o gato berrar de dor. 
- Putz grila. Esses adultos às vezes fazem cada coisa que não dá pra entender. 
- Pois é. Vai ver é até melhor ela não ser minha mãe, né? Ela me contou isso de boa, cantando, sabe? Como se estivesse feliz por ter feito essa selvageria. Um absurdo. E eu percebo também que ela não gosta muito de mim. Esses dias ela ficou tentando me assustar, fazendo um monte de careta. Eu não achei legal, né. Aí ela começou a falar que ia chamar um boi com cara preta pra me levar embora. 
- Nossa, véio. Com certeza ela não é sua mãe. Nunca que uma mãe ia fazer isso com o filho. 
- Mas é ruim saber que o casamento deles é essa zona, né? Que meu pai sai com a vizinha e tal. Apesar que eu acho que ele também leva uns chifres, sabe? Um dia ela me contou que lá no bosque do final da rua mora um cara, que eu imagino que deva ser muito bonitão, porque ela chama ele de 'Anjo'. E ela disse que o tal do Anjo roubou o coração dela. Ela até falou um dia que se fosse a dona da rua, mandava colocar ladrilho em tudo, só pra ele pode passar desfilando e tal. 
- Nossa, que casamento bagunçado é esse. Era melhor separar logo. 
- É. só sei que tô cansado desses papos doidos dela, sabe? As vezes ela fala algumas coisas sem sentido nenhum. Ontem mesmo veio me falar que a vizinha cria perereca em gaiola, cara. Vê se pode? Só tem louco nessa rua. 
- Ixi, cara. Mas a vizinha não é sua mãe? 
- Putz, é mesmo! Tô ferrado de qualquer jeito.

Mãe é Fogo...


Mãe : Alô?  
Filha: Mãe? Posso deixar os meninos contigo hoje à noite?
Mãe: Vai sair?
Filha: Vou.
Mãe: Com quem?
Filha: Com um amigo.
Mãe: Não entendo porque você se separou do teu marido, um homem tão bom...
Filha: Mãe! Eu não me separei dele! ELE que se separou de mim!
Mãe: É.. você me perde o marido e agora fica saindo por aí com qualquer um...
Filha: Eu não saio por aí com qualquer um. Posso deixar os meninos?
Mãe:Eu nunca deixei vocês com a minha mãe, para sair com um homem que não fosse teu pai!
Filha: Eu sei, mãe. Tem muita coisa que você fez que eu não faço!
Mãe: O que você tá querendo dizer?
Filha: Nada! Só quero saber se posso deixar os meninos.
Mãe: Vai passar a noite com o outro? E se teu marido ficar sabendo?
Filha: Meu ex-marido!! Não acho que vai ligar muito, não deve ter dormido uma noite sozinho desde a separação!
Mãe: Então você VAI dormir com o vagabundo!
Filha: Não é um vagabundo!!!
Mãe: Um homem que fica saindo com uma divorciada com filhos só pode ser um vagabundo, um aproveitador!
Filha: Não vou discutir, mãe. Deixo os meninos ou não?
Mãe: Coitados... Com uma mãe assim...
Filha: Assim como?
Mãe: Irresponsável! Inconseqüente! Por isso teu marido te deixou!
Filha: CHEGA!!!
Mãe: Ainda por cima grita comigo! Aposto que com o vagabundo que tá saindo contigo você não grita.
Filha: Agora tá preocupada com o vagabundo?
Mãe: Eu não disse que era vagabundo!? Percebi de cara!
Filha: Tchau!!!
Mãe: Espera, não desliga! A que horas vai trazer os meninos?
Filha: Não vou. Não vou levar os meninos, também agora não vou mais sair.
Mãe: Não vai sair? Vai ficar em casa? E você acha o que, que o príncipe encantado vai bater na tua porta? Uma mulher na tua idade, com dois filhos, pensa que marido está assim fácil? Se deixar passar mais dois anos, aí sim que vai ficar sozinha a vida toda! Depois não vai dizer que não avisei! Eu acho um absurdo, na tua idade você ainda precisar que EU te empurre para sair! 


Luís Fernando Veríssimo

Felicidade Realista


A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável. 
Mas nossos desejos são ainda mais complexos 
 
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. 
 
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. 
 
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. 
 
É o que dá ver tanta televisão. 
Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. 
Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. 
Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. 
Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. 
 
Dinheiro é uma benção. 
Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. 
Não perder tempo juntando, juntando, juntando. 
Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. 
E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. 
 
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. 
 
Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. 
 
Olhe para o relógio: hora de acordar!
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. 
 
A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. 
Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade.
Se a meta está alta demais, reduza-a. 
Se você não está de acordo com as regras, demita-se. 
Invente seu próprio jogo. 
 
Faça o que for necessário para ser feliz. 
 
Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples.
Você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.
 
Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. 
Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.



Mário Quintana
abcs